Medicina esportiva
Nas últimas décadas, inúmeras pesquisas foram realizadas objetivando esclarecer o papel dos radicais livres em processos fisiopatológicos, bem como sua relação com a atividade física intensa. Sabe-se que o aumento do consumo de oxigênio, assim como a ativação de vias metabólicas especificas durante ou após o exercício, resultam na formação de radicais livres. Cerca de 95% dos átomos de oxigênio advindos da respiração são neutralizados pela cadeia respiratória celular, terminando seu ciclo em água. Porém, os 5% restantes são transformados em radicais livres, cujo excesso é prejudicial ao organismo, podendo ocasionar situações patológicas.
A prática moderada de exercícios físicos promove benefícios aos sistemas orgânicos. Entretanto,quando não são levados em consideração os limites fisiológicos, esta prática pode acarretar vários danos ao organismo como o aumento da produção de radical livre. Esses radicais, quando não são devidamente neutralizados, podem iniciar um processo deletério nas células e tecidos, chamado de estresse oxidativo. Esse processo pode ocasionar diversas doenças, incluindo as neurodegenerativas, cardiovasculares, câncer e envelhecimento precoce.
